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O grande terramoto de Lisboa de 1755: uma catástrofe que abalou a História

O dia 1 de novembro de 1755 começou como um feriado religioso em Lisboa, Portugal. No entanto, em questão de minutos, o destino da cidade e de suas pessoas mudaria drasticamente. O terramoto de Lisboa de 1755, um dos desastres naturais mais devastadores da história europeia, não apenas deixou uma marca indelével na paisagem urbana, mas também influenciou significativamente a filosofia, a política e a cultura da época. Neste artigo, exploraremos os eventos desse trágico dia, seus impactos imediatos e duradouros, bem como a resposta da sociedade e das mentes iluminadas da Europa.

Por volta das 9h40 da manhã, a terra tremeu violentamente sob Lisboa. A magnitude do terramoto foi estimada em 9,0 na escala Richter, tornando-o um dos mais poderosos já registrados. Edifícios desabaram, incêndios irromperam e a água do rio Tejo recuou, expondo o leito do rio e causando um tsunami devastador.

A cidade de Lisboa, na época uma das capitais mais importantes da Europa, sofreu uma destruição quase total. Incontáveis edifícios, incluindo igrejas, palácios e casas, foram reduzidos a escombros. Milhares de pessoas perderam suas vidas no terramoto, nos incêndios subsequentes e no tsunami que inundou as áreas costeiras.

As notícias do terramoto de Lisboa se espalharam rapidamente pela Europa e chocaram o continente. Filósofos, cientistas e teólogos ficaram perplexos e tentaram entender como um evento tão catastrófico podia ocorrer em uma cidade conhecida por sua devoção religiosa. O terramoto de Lisboa desafiou as crenças tradicionais sobre a teodiceia, a questão do mal e do sofrimento, e inspirou debates profundos sobre o papel de Deus no mundo.

Após o terramoto, a reconstrução de Lisboa foi empreendida com determinação. O Marquês de Pombal, o ministro do rei José I de Portugal, liderou os esforços de reconstrução. Ele promoveu mudanças na arquitetura, incentivou a construção de edifícios mais resistentes a sismos e reorganizou a cidade. Essa abordagem pragmática de Pombal influenciou as políticas de resposta a desastres em todo o mundo.

O terramoto de Lisboa de 1755 deixou um legado duradouro na cultura europeia. Além das questões filosóficas que suscitou, também contribuiu para o Iluminismo, uma era de questionamento intelectual e busca por conhecimento. Filósofos como Voltaire, Rousseau e Kant foram influenciados pelas reflexões sobre o terramoto e seus impactos morais e sociais.

O terramoto de Lisboa de 1755 foi uma tragédia monumental que abalou não apenas a cidade, mas também o pensamento e a cultura da Europa. Foi um evento que desafiou crenças e inspirou mudanças significativas na arquitetura, na política e na filosofia. Hoje, Lisboa se ergue como uma cidade resiliente, cuja história é um lembrete de como a humanidade pode se recuperar e aprender com as catástrofes, construindo um futuro mais seguro e iluminado.

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