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Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa: uma amizade literária que transformou a poesia portuguesa

A literatura portuguesa do século XX é marcada por uma das amizades mais notáveis e influentes da história da literatura mundial: a relação entre Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa. Ambos os escritores desempenharam papéis significativos no movimento modernista em Portugal e, juntos, contribuíram para uma transformação profunda na poesia e na prosa do país. Neste artigo, exploraremos a dinâmica dessa amizade literária única e como ela moldou a obra de ambos.

O encontro de dois génios literários

A amizade entre Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa começou em Lisboa, no início do século XX, em meio ao fervor criativo do movimento modernista. Ambos os escritores eram figuras proeminentes do grupo literário conhecido como 'Geração Orpheu', que buscava romper com as convenções literárias estabelecidas e abraçar uma estética mais experimental.

Influências mútuas e correspondência literária

Uma parte fundamental dessa amizade foi a troca de ideias e influências literárias entre os dois. Sá-Carneiro e Pessoa frequentemente trocavam correspondências, nas quais discutiam suas teorias literárias, projetos de escrita e desafios criativos. Essa correspondência revela o profundo respeito e admiração que tinham um pelo outro.

Colaboração criativa

A colaboração entre Sá-Carneiro e Pessoa foi um aspecto notável de sua amizade. Juntos, escreveram alguns textos, como o Ultimatum e O Marinheiro, sob o pseudônimo de 'Ibis'. Essa colaboração literária permitiu-lhes explorar novas vozes e estilos, expandindo ainda mais os limites da literatura portuguesa.

Legados individuais e impacto coletivo

Ambos os escritores deixaram um impacto duradouro na literatura portuguesa, mas suas contribuições individuais também são notáveis. Mário de Sá-Carneiro é lembrado por sua poesia intensa e introspectiva, enquanto Fernando Pessoa é conhecido por seu heteronímico e inovador Livro do Desassossego e a criação de diversos heterónimos literários.

A tragédia e o luto

Infelizmente, a amizade entre Sá-Carneiro e Pessoa também foi marcada pela tragédia. Em 1916, Sá-Carneiro, atormentado por problemas pessoais e emocionais, cometeu suicídio em Paris. Sua morte deixou Pessoa profundamente abalado, e ele escreveu sobre a perda de seu amigo em comoventes poemas, como A Morte do Príncipe e In Memoriam.

Conclusão

A amizade entre Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa é um testemunho do poder transformador da literatura e da capacidade de dois escritores visionários influenciarem profundamente um ao outro. Eles desafiaram as convenções literárias de sua época e, juntos, abriram caminho para uma nova era na literatura portuguesa. Suas contribuições individuais e colaboração criativa continuam a inspirar escritores e leitores, e a lembrança dessa amizade literária permanece como um dos capítulos mais fascinantes da história da literatura.

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