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A guerra de Homero

Tartesso não é, nem nada que se pareça, a única civilização desaparecida cujo legado oscila entre a história e o mito. Até Heinrich Schliemann ter descoberto os vestígios da Troia histórica, a maior parte das pessoas pensava que a cidade do rei Príamo, que desafia os gregos nos poemas homéricos, era apenas fruto da imaginação dos edos. Com base em trabalhos anteriores de prospeção, realizados em 1865, Schliemann fez escavações, em 1870, na colina de Hissarlik (província de Çanakkale, na Anatólia), e não tardou a comprovar a sua hipótese.

Efetivamente, Troia, que os hititas designavam por Wilusa, não era apenas uma fantasia homérica; além disso, apesar das inúmeras licenças poéticas e mitológicas tomadas na Ilíada, a guerra de Troia foi realmente um facto histórico.

Ao longo de sucessivas campanhas de escavação, foram documentados até dez níveis diferentes, correspondentes a etapas distintas do seu povoamento: a mais antiga data de cerca de 3500 a.C. e a mais recente é associada ao período bizantino, em concreto aos séculos XIII e XIV.

Embora haja ainda hoje autores que não relacionam as descobertas de Hissarlik com a Troia homérica, muitos outros defendem que os vestígios de destruição que se podem observar em Troia VII-A (datada de cerca de 1250 a.C.) parecem confirmar os acontecimentos bélicos descritos por Homero nos seus poemas.

A presença de elementos que indicam um desenlace violento, também em Troia VI, leva alguns especialistas a sugerir a existência não de uma, mas de duas guerras de Troia.

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