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Os segredos do taró: a revelação do futuro através das cartas

O taró é um baralho de 78 cartas primorosamente decoradas, que podem ser usadas, tal como as modernas cartas de jogar, para a previsão do futuro e adivinhação. Foram provavelmente introduzidas na Europa pelos Ciganos no século XIV e, embora se desconheça a sua verdadeira origem, crê-se que foram as precursoras das modernas cartas de jogar.

As 78 cartas estão divididas em 2 arcanos (de arcanum, palavra latina que significa «mistério»): o arcano maior, de 22 cartas, e o menor, de 56, que integra 4 naipes, de 14 cartas cada, taças (copas), moedas (ouros), espadas e bastões (paus). Estes naipes representam provavelmente 4 classes da sociedade medieval: taças ou cálices para os clérigos, moedas para os mercadores, espadas para a nobreza e bastões ou bordões para o povo.

Tal como nos baralhos modernos, cada série do mesmo naipe compreende 10 cartas numeradas e 4 com gravuras – valete, cavaleiro, rainha e rei. O arcano maior é formado por cartas com figuras que variam de país para país, representando uma série de símbolos.

Há quem considere o taró um sistema filosófico que envolve a verdadeira natureza do homem, do Universo e de Deus e acredite na possibilidade de obtenção do conhecimento sobre esses mistérios através do deitar das cartas e da meditação sobre os resultados obtidos, que não obedecem ao acaso, antes pelo contrário são determinados por forças ocultas.

Há várias formas estabelecidas para deitar as cartas, mais popularmente utilizadas para ler o futuro. Uma das mais largamente usadas consiste em baralhar as cartas e dispô-las segundo um esquema conhecido como a 'Árvore da Vida', baseado num antigo símbolo hebraico.

As cartas, voltadas para baixo, são distribuídas por 10 montes de 7, sendo as restantes postas de lado. Cada um dos 10 montes representa um aspecto diferente da vida da pessoa e cada carta tem um significado relacionado com esse aspecto. À medida que cada carta é voltada, o seu simbolismo é interpretado em relação à sua posição no monte em que se encontra: saúde, sabedoria, vida sentimental, etc.

A adoração das cobras-capelo na Índia

A adoração de cobras constitui ainda um aspecto importante da religião popular em muitas regiões da Índia. Um dia por ano – aproximadamente no começo de agosto – celebra-se o festival das serpentes, denominado Naga Panchami (palavras que significam «serpente» e «quinto»), o qual se realiza no 5.º dia do mês hindu de Shravan, que decorre de princípios de julho a princípios de agosto.

Durante esse dia, crê-se que as cobras-capelo, adoradas vivas ou em imagens, não morderão ninguém. Por vezes, os devotos do culto tomam as cobras nas mãos. Os adoradores de cobras também alimentam ritualmente cobras-capelo sagradas, criadas em santuários especiais, e chegam mesmo a deixar leite como oferenda às cobras-capelo selvagens em locais por elas frequentados.

As constipações são devidas ao frio?

A vulgar constipação é a doença mais espalhada pelo mundo – e é provavelmente por esse motivo que os mitos a seu respeito são em número muito superior aos relativos a qualquer outra doença.

O erro mais comummente difundido é o de que as constipações são causadas pelo frio. De facto, a causa da doença é um vírus – coryza – que se transmite de pessoa para pessoa e que, consequentemente, ataca quem entra em contacto com alguém já contaminado. Se o frio provocasse constipações, os Esquimós estariam permanentemente constipados, o que não acontece.

Na atmosfera, livre de germes, dos Polos os exploradores não são atacados pelas constipações até regressarem ao contacto com pessoas contaminadas.

Durante a I Guerra Mundial, os soldados que passavam longos períodos nas trincheiras, suportando temperaturas baixas, humidade e todo o tipo de privações, não revelavam qualquer tendência para mais facilmente apanharem constipações.

Na II Guerra Mundial, os prisioneiros do célebre campo de concentração de Auschwitz, nus e esfomeados embora, verificaram com surpresa que apenas raramente se constipavam.

No Centro de Investigação sobre as Constipações Vulgares, em Salisbúria, no Wiltshire, realizaram-se experiências com voluntários, que, depois de tomarem banhos quentes, permaneceram, sem se secarem e envergando exclusivamente fatos de banho, em corredores expostos a correntes de ar. Decorrida meia hora, foram autorizados a vestir-se, mas tiveram de calçar peúgas molhadas. Outros foram mandados caminhar debaixo de chuva e no regresso introduzidos em quartos sem aquecimento e sem serem autorizados a secar-se. Os voluntários foram depois separados em dois grandes grupos, um dos quais foi exposto ao vírus da constipação. Nenhum dos grupos revelou qualquer aumento de propensão para se constipar. Em Chicago, grupos semelhantes obtiveram resultados idênticos.

Mas subsiste uma pergunta: se o frio e a humidade nada têm a ver com as constipações, por que motivo são estas mais frequentes no inverno? Apesar das conscienciosas investigações realizadas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, ainda ninguém encontrou uma resposta satisfatória. A explicação mais idónea até ao momento é talvez a teoria segundo a qual as pessoas tendem a permanecer reunidas no interior das casas mais tempo durante os meses frios do que nos restantes, o que facilita o contágio.

A ciência tão-pouco encontrou um remédio para a constipação. Existem medicamentos e analgésicos, como a aspirina, que se limitam a atenuar os sintomas.

Clorindo Testa: maestro de la arquitectura contemporánea

Clorindo Testa, arquitecto argentino de renombre mundial, ha dejado una huella indeleble en el paisaje arquitectónico contemporáneo. Su visión audaz y su enfoque innovador han influido profundamente en la forma en que percibimos y experimentamos el entorno construido. En este artículo, exploraremos la vida y obra de este maestro visionario, cuyo legado perdura en cada rincón de sus creaciones.

Desde sus primeros pasos en la arquitectura, Testa demostró una capacidad única para fusionar la funcionalidad con la estética, dando vida a edificios que no solo sirven a un propósito práctico, sino que también provocan reflexión y admiración. Su habilidad para desafiar las convenciones arquitectónicas convencionales se evidencia en proyectos emblemáticos que han resistido la prueba del tiempo.

Uno de los hitos más destacados de la carrera de Testa es el Banco de Londres en Buenos Aires, una estructura que se eleva con elegancia en el horizonte urbano. Este ícono arquitectónico, con sus formas geométricas distintivas, es un testimonio del enfoque vanguardista de Testa, fusionando elementos modernos con la rica herencia cultural argentina.

La diversidad de sus creaciones, desde edificios gubernamentales hasta centros culturales, refleja la versatilidad y amplitud de su visión. Testa no solo diseñó estructuras, sino que también esculpió experiencias espaciales. Cada proyecto lleva consigo la impronta única de un arquitecto que desafiaba las limitaciones convencionales y abrazaba la innovación.

El compromiso de Clorindo Testa con la sostenibilidad y la arquitectura contextual se manifiesta en su obra, donde la armonía con el entorno se convierte en una prioridad. Su enfoque holístico hacia el diseño ha influido en generaciones posteriores de arquitectos, consolidando su posición como un verdadero pionero.

En el corazón de su legado perdurable se encuentra la idea de que la arquitectura no es simplemente un acto de construcción, sino una expresión artística que da forma a la forma en que vivimos y experimentamos el mundo que nos rodea. Clorindo Testa, con su genialidad arquitectónica, continúa inspirando a aquellos que buscan trascender los límites establecidos y abrazar la creatividad sin restricciones.

En resumen, la obra de Clorindo Testa va más allá de la creación de edificios; es un testimonio de la capacidad humana para imaginar y construir un futuro que celebre la innovación y la estética. Su legado perdura como un faro de inspiración para las generaciones actuales y futuras, recordándonos que la arquitectura es una forma de arte en constante evolución.

Enguia-de-casulo: nó do assassino

Uma espécie de peixe mixiniforme, a enguia-de-casulo, enrola-se num nó, após o que espeta o seu dente único e afiado numa das guelras da vítima.

Uma vez firmemente unido à presa, o viscoso animal imprime ao corpo um movimento helicoidal, com a ajuda do nó que formou, introduzindo-se, progressiva e completamente, dentro do corpo da vítima, que devora viva a partir das entranhas, consumindo-a integralmente, até restarem apenas a pele e as espinhas.

Segundo se crê, o nome deste peixe em inglês (hagfish – peixe-bruxa) deriva do seu aspecto repelente, que o assemelha ao de uma bruxa com um único dente.

Celacanto: o peixe sobrevivente

Em 1938, pescadores entregues à sua faina, no oceano Índico, ao largo da costa de África, apanharam um peixe estranho, de um azul-metálico, de quase 1,80 metros de comprimento. Revestiam-lhe o corpo escamas grandes e espessas e barbatanas fortes e carnudas, que usava provavelmente para se deslocar ao longo do fundo do mar.

Mais tarde, quando o apresentaram ao professor J. L. B. Smith, o eminente biólogo marinho, para identificação, este comentou: «A minha surpresa pouco maior teria sido se tivesse visto um dinossauro a descer a rua.» A conotação do comentário proferido é de facto excedida pela singularidade do animal capturado, um celacanto, peixe até agora conhecido apenas como fóssil e que, como tal, aparece em rochas de 400 milhões de anos – 200 milhões de anos mais antigas do que os próprios dinossauros.

O exame destes peixes – vários espécimes foram apanhados na última década – revela que eles pouco diferem dos seus antepassados fossilizados. Dotados de corações mais primitivos do que os de qualquer outro vertebrado e cérebros cujo peso equivale apenas a ¹/¹⁵ ⁰⁰⁰ do seu corpo, pertencem a uma era distante em que o mundo era jovem.

Térmitas: um milhar de ovos por dia

As dimensões das rainhas de algumas térmitas desenvolvem-se progressivamente até excederem 100 ou mais vezes as dos restantes membros da colónia. Estas rainhas vivem encerradas numa câmara real, na parte mais segura da termiteira, onde são alimentadas pelas obreiras. Uma rainha adulta, fertilizada regularmente pelo macho, pode pôr até 1000 ovos por dia, à razão de mais de um por minuto.

Tanto a rainha como o macho segregam um ácido que outros membros da colónia lambem, o qual impede que neles se desenvolva a capacidade de reprodução. Se a rainha se torna estéril, deixa de ser alimentada e morre de fome, sendo o seu corpo em seguida devorado pelas restantes térmitas. Sem o fluido contraceptivo, uma fêmea com a idade adequada desenvolve a capacidade reprodutora, tornando-se assim a rainha. Um macho que se torne estéril é de igual forma substituído por outro.